Depois de trabalharem por duas décadas no antigo local, sob sol e chuva, os feirantes de Cerejeiras foram abrigados num galpão construído pela prefeitura. A obra foi inaugurada e os comerciantes tomaram posse oficialmente do imóvel no dia 10 de novembro do ano passado.
A obra, que custou R$ 101 mil, ainda passa por melhorias, algumas delas feitas pelos próprios comerciantes. Alguns feirantes do barracão Raul Tésser, nome com o qual o local foi batizado, construíram placas atrativas em suas barracas. O galpão é o único do Cone Sul destinados a feiras que é completamente fechado, como um supermercado.
Os feirantes do município, cerca de 80 ao todo, e que pagam uma mensalidade pelas barracas e são filiados a uma associação que representa a categoria, também construíram um poço artesiano nos fundos do barracão. A benfeitoria custou R$ 300 para cada feirante, mas representou uma economia com a conta de água, que chegava a R$ 1.500 por mês.
Agora os feirantes do município, especialmente os que estão na entrada do galpão, esperam mais uma benfeitoria do município: a instalação de um toldo no portão principal.
Uma mulher, que vende verduras na entrada, afirma que precisa jogar água constantemente nas folhas verdes, como as alfaces, para que o sol não as murche em dias de feira, às quartas à tarde e aos domingos pela manhã. “Aqui é difícil. Tem de construir esse toldo logo”, disse a feirante.
O assunto já chegou a ser mencionado numa das reuniões da Câmara, em junho deste ano. O vereador Antônio Augusto (PMDB) fez uma indicação para que a prefeitura instale o toldo na entrada do barracão da feira livre do município. Até agora, no entanto, o local continua sem a instalação da benfeitoria.