Espalhou-se um boato em Cerejeiras de que o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), teria vetado os tais 10 quilômetros de asfalto para a área urbana do município, obra que seria o primeiro marco do mandato do prefeito Airton Gomes (PP).  Segundo rumores recorrentes na cidade, a mesma caneta que assinou a liberação da obra agora teria decretado o cancelamento do benefício.
Segundo as apurações do FOLHA DO SUL ON LINE, a verdade não é bem esta. Os recursos liberados pelo governador para asfaltar 10 quilômetros de vias urbanas em Cerejeiras continuam de pé. A obra está agora em fase de decisão judicial referente à empresa escolhida para executar o serviço.
De acordo com aliados do prefeito cerejeirense, há uma batalha judicial entre duas empresas para a execução da benfeitoria no município. “É uma questão que não depende mais do poder público. É uma briga na Justiça. Uma empresa vence e outra entra com um recurso. Depois a outra empresa que perdeu o recurso entra com outro e trava de novo. Está nesta guerra judicial desde julho, quando o governador assinou a liberação dos recursos”, diz um militante progressista muito próximo do prefeito Airton Gomes.
Segundo informações passadas à reportagem, as duas empresas que estão disputando a obra são, uma de Vilhena, outra de Goiânia (GO).
A obra do asfalto em Cerejeiras já foi travada duas vezes pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/RO) no mandato do ex-prefeito Kléber Calisto (PMDB).
Os aliados do atual prefeito, por outro lado, afirmam que esta atual demora não tem nada a ver com irregularidades e nem é promovida pelo TCE/RO. “É só uma briga entre empresas. Não há nada irregular”, garante um aliado progressista.
Por causa desta batalha judicial, não há uma data definida para o definitivo começo das obras.
Entretanto, uma verdade evidente, já admitida por aliados do prefeito cerejeirense, joga um balde de água fria no ânimo de quem espera a obra com urgência. “Mas uma coisa é certa: o asfalto não sai este ano”, diz um aliado do prefeito. “O tempo das chuvas já está chegando e não dá para tirar nem uma carriola de terra do lugar”.
Em outras palavras, é possível que os moradores das ruas que são alvos de promessas de pavimentação só poderão ver, por este ano, o mapa da obra, que já foi distribuído pela prefeitura deste julho.