Uma das inúmeras dúvidas que rondam o poder público municipal em Cerejeiras diz respeito aos prédios de órgãos públicos desativados, imóveis esses que estão na zona rural da cidade. São construções de antigos órgãos de diversas áreas de atuação, sobretudo dos setores de Saúde e Educação.
Esses prédios eram úteis quando o município, até a década de 1990, tinha uma pujante população rural. Hoje, ao contrário, a região de Cerejeiras tem menos moradores de forma geral e a maioria deles reside na área urbana.
Agora, os prédios que antes eram solução, se tornam em problema. Uma quantidade não revelada de postos de saúde e escolas rurais está abandonada à ação do tempo.
A reportagem do FOLHA DO SUL ONLINE apurou informações sobre o caso e poucos dados foram possíveis de serem levantados. O número de prédios abandonados, por exemplo, pode ser de quatro a seis ao todo.
O site foi informado também de que alguns setores da sociedade civil, como as organizações não governamentais e até grupos religiosos, chegaram a procurar a prefeitura de Cerejeiras para usarem esses prédios para as atividades que cada um desses órgãos realiza.
Um dessas entidades, por exemplo, é o Conselho Antidrogas de Cerejeiras, o Cadcer, que chegou a fazer pedidos de um prédio desses para se construir uma clínica de recuperação de dependentes químicos.
Mas, como tudo no setor público, os requerimentos dos órgãos têm esbarrado num grande impedimento: a burocracia. Por mais que os projetos apresentados sejam interessantes, a gestão municipal cerejeirense não consegue liberar nenhum dos imóveis.
Enquanto isso, eles continuam apodrecendo sob sol e chuva. A foto que ilustra essa reportagem é de antigo Posto de Saúde na Linha 4º Eixo, a 15 quilômetros de Cerejeiras em direção a Corumbiara, que também é apenas a lembrança de um tempo que se passou e não voltará mais.