“Temos apoio e quando sairmos, não precisamos mais usar as armas das facções”
 
O FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso à carta escrita por por um detento de Vilhena e endereçada do programa Fantástico, da Rede Globo, na qual ele pede que a emissora mostre o trabalho dos apenados, que nos últimos meses estão empregando sua mão-de-obra na execução de vários serviços na maior cidade do Cone Sul de Rondônia (LEIA A CARTA na íntegra).
 
Em sua correspondência, o remetente revela que passou 14 anos no mundo do crime, pertenceu a facções criminosas e está há três anos cumprindo pena. A seu modo, o apenado lembras as dificuldades enfrentadas no início do projeto de ressocialização.
 
Num trecho da carta, o detento revela que, hoje, a cidade tem 68 pessoas que cometeram crimes, mas que não pertencem mais a nenhuma facção. “Eram ladrões e não são mais”, escreve o missivista.
 
Ao falar da iniciativa, que envolve também policiais penais, Judiciário e prefeitura, o autor do texto escrito a mão comenta: “recebemos pelo nosso trabalho, ajudamos nossos filhos, esposas e mães; temos apoio e quando sairmos, não precisamos mais usar as armas das facções”.
 
O projeto “Semear e Ressocializar” foi implantado em Vilhena após a Câmara de Vereadores aprovar projeto permitindo ao município contratar mão-de-obra de pessoas que cumpriam penas mesmo em regime fechado (LEMBRE AQUI e veja a série de reportagens do site sobre o tema ao final do texto).
 
O trabalho bem feito pelos presos garantiu o apoio da comunidade à ação de ressocialização (VEJA AQUI a transformação pela qual passou uma escola, após as obras executadas por eles)