“Vamos quebrar parados e não pagando para trabalhar”. A frase foi dita pelo empresário Jorge Marreta durante reunião que decidiu pela manutenção da paralisação dos transportadores de grãos em Vilhena. Em votação esmagadora (124 a 18), a categoria optou pela continuação da paralisação que já dura 15 dias. A reunião para tratar do assunto aconteceu na manhã desta quinta-feira, 19, no auditório da Prefeitura de Vilhena, com a participação de proprietários de caminhões e motoristas.
Em pauta, a proposta feita pelas empresas de grãos, que oferecem aumento do frete para R$ 122,00 por tonelada. Valor muito abaixo do pedido pelo movimento, que é de R$ 130,00. “Este preço que nos ofereceram não cobre os custos do quilômetro carregado, que chega a R$ 4,80”, disse o porta voz do movimento, o próprio Marreta.
O líder dos transportadores explica que este cálculo leva em conta apenas os custos fixos, ou seja, impostos, manutenção preventiva do caminhão e o salário do motorista. “São somente os custos fixos, não estamos nem falando em depreciação do veículo, nem em passivo trabalhista, nem de eventuais acidentes”, disse Marreta.
Para o empresário, a votação expressiva a favor da continuidade da manifestação mostra que categoria está unida e a paralisação das cidades de Campo Novo do Parecis e Nova Mutum, ambas no Mato Grosso, fortalece o movimento. “A votação confirma que estão todos dispostos a continuar parados por um tempo maior. Embora as empresas de grãos estejam tentando minar a gente, a paralisação no Mato Grosso nos fortalece e mostra a situação da categoria”, disse Marreta.