Uma família de moradores de uma área rural que fica exatamente no limite entre os municípios de Cerejeiras e Corumbiara decidiu trocar de domicílio eleitoral. A razão, segundo eles, é que os moradores da divisa municipal não estão sendo atendidos pelo município cerejeirense, onde votam, fazem compras e recebem pagamentos.
O sitiante Pedro Nascimento, de 75 anos, que já não é obrigado a votar mas comparece às urnas, mora numa localidade que já pertenceu a Cerejeiras, mas hoje faz parte de Corumbiara. A propriedade dele fica no Km 24 (no local mostrado na foto) da BR-435, rodovia que liga os dois municípios.
“Depois que essa parte do município de Corumbiara onde moramos passou para Cerejeiras, nunca mais fomos bem atendidos pelos políticos”, disse Pedro Nascimento, num linguajar simples, direto e sincero.
“Aqui e a gente precisa de um patrolamento ou de uma caçamba de cascalho na propriedade, mas os políticos de Cerejeiras dizem que não podem fazer porque a nossa propriedade está numa localidade que já pertence a Corumbiara”, reclama o morador.
A solução encontrada pela família de moradores (e eleitores) que reclamam do abandono do pode público cerejeirense é transferir seus respectivos títulos para Corumbiara. “Já fui no Cartório Eleitoral ver se tem jeito. Já decidimos que vamos transferir para lá”, disse o sitiante.
“Fiquei sabendo que Corumbiara tem uns vereadores com uns nomes engraçados, mas trabalham bem. Vou transferir meu título pra lá”, conclui o velho morador, que mora no mesmo lugar desde 1986.
Fontes extraoficiais na prefeitura de Cerejeiras alegam que uma lei não permite que o poder público municipal ofereça serviços de melhorias, com o uso de maquinários, em uma localidade que pertence a outro município.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 07 de Março de 2014, às 09:36