O vereador Pedro Panta (PRP), preso ontem durante a Operação Parma da Polícia Civil, preferiu ficar em silêncio durante o interrogatório na delegacia. No entanto, o delegado Ítalo Silva, que comandou a ação na Câmara Municipal, revelou parte da argumentação que o parlamentar usou em sua defesa em depoimento anterior.

Panta negou que se apoderasse de parte dos vencimentos de seus assessores. Ele justificou que a primeira a denunciá-la (VEJA FOTO DESFOCADA), em abril deste ano, agiu por vingança. A jovem, cujo nome não pode ser revelado porque o processo corre em segredo de justiça, teria tentado seduzi-lo. Pela versão do acusado, ele teria se negado a ter um caso extraconjugal com ela e, por este motivo, a moça se revolvou e resolveu ir à polícia e apresentar uma queixa fantasiosa contra ele.

A jovem é de origem humilde. O pai dela é carroceiro e ela até há pouco tempo morava no meio rural. Porém, é muito bela e comunicativa, chegou a tentar carreira como modelo fotográfico em São Paulo. No começo deste ano, quando figurava como assessora de Panta, com salário em torno de R$ 2 mil, ela sequer morava em Vilhena. Estava vivendo na capital paulista.