Foram levados a júri popular nesta terça-feira, 07, no Fórum de Vilhena, os jovens Tiago Rodrigues Gomes, 23 anos, e Terry Peterson Boeira, 29, acusados de envolvimento na tentativa de homicídio contra um menor de 17 anos na cidade. O crime aconteceu no bairro Vila Operária, no dia 18 de junho do ano passado. A vítima levou um tiro nas costas, mas sobreviveu.

Durante o julgamento, Tiago foi apontado como o autor do tiro contra o adolescente. Ele teria puxado o gatilho três vezes, mas a arma disparou apenas uma bala. Já Terry foi considerado o autor intelectual do crime e, portanto, sofreu a condenação maior: 9 anos e 4 meses, enquanto Tiago pegou 8 anos e 8 meses de cadeia. Ambos estão detidos desde a época do ocorrido e permanecerão atrás das grades, pois foi negado a eles o direito de recorrer em liberdade.

Ao pedir a condenação, o promotor João Paulo Lopes apontou como qualificadora o uso de recurso que impediu a defesa do menor: ele foi rendido numa festa, obrigado a se deitar de barriga no chão e, nesta posição, acabou alvejado.

 

POR ENGANO

 

Durante os debates entre acusação e defesa, a cargo dos advogados José Francisco Cândido e Beatriz Imthon, chamou a atenção o suposto equívoco do autor do disparo. De acordo com o processo, Therry teria tido uma séria discussão com o então marido de sua ex-esposa, que estaria espancando a mulher. Meses após a briga com o rival, ele teria convencido Tiago a executar o homem, identificado apenas como “Valderi”. Acontece que, ao realizar o “serviço”, ele teria confundido o alvo com o menor.

Os advogados de defesa dos dois réus anunciaram, após a sentença, que vão recorrer da decisão. Eles sustentam a tese de negativa de autoria para Therry e, em relação a Tiago, fazem dois pedidos: desqualificação da tentativa de homicídio para lesão corporal e legítima defesa putativa (quando a pessoa imagina estar agindo para salvar a própria vida).

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http://folhadosulonline.com.br/noticia.php?id=21455