Em reunião no início desta semana (segunda-feira, 25) com o gerente do Basa (Banco da Amazônia S/A), Paulo Rossini, uma comissão representando os assentados da Agrovila Renascer, que fica na BR 435, a cerca de 30 quilômetros de Vilhena, pediu a renegociação e a individualização das dívidas da associação.
Hoje, segundo o presidente da associação, Claudiomiro Antônio da Silva (na foto, de camiseta verde), a Agrovila Renascer deve aproximadamente R$ 3 milhões aos bancos Basa e Brasil.
Somente ao que se refere ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf “A”), os assentados pegaram cada um a quantia de R$ 17 mil, com carência de 3 anos que já venceu, e a dívida totalizando R$ 680 mil, não foi paga.
Paulo Rossini não quis entrar em detalhes da renegociação, ele apenas afirmou que tudo ainda está no início.
À frente da comissão e da associação, Claudiomiro admite também uma dívida da entidade que reúne pequenos produtores com o Banco do Brasil no total de R$ 1,680 milhão. Esse montante deveria ser pago em parcelas anuais de R$ 120 mil, mas duas prestações já estão atrasadas e a terceira vence em novembro, segundo o Claudiomiro.
No próximo domingo haverá uma reunião na Agrovila Renascer para discutir a situação do assentamento. O presidente alega que a culpa pelo não pagamento por parte dos assentados deve-se às péssimas condições sob as quais os chacareiros foram assentados.
Segundo o presidente, parte dos equipamentos repassados aos associados nunca foi usada, ainda estão nas caixas. Exemplo disso é uma bomba d’água que tem vazão de 110 mil litros por hora, que a associação doou para o Saae, mas que nunca foi usada porque a rede elétrica instalada na Agrovila não comporta a potência do motor.
Claudiomiro disse que, por isso, nem 10% da capacidade do poço, que segundo ele, custou R$ 70 mil, foi usada até hoje. Ele continua dizendo que a rede de água também apresenta problemas e continuamente deixa chacareiros sem abastecimento.
A comissão pretende renegociar também com o Banco do Brasil, mas ainda não tem uma data para se reunir com a instituição financeira.
Apesar disso tudo, o presidente da associação da Agrovila, garante que eles não correm o risco de serem despejados do assentamento.