Apesar dos avanços em infraestrutura, que entre outros resultados trouxe pavimentação a dezenas de quilômetros de vias urbanas, moradores da periferia de Vilhena ainda padecem com problemas básicos. Na região compreendida entre o final da avenida Presidente Nasser, sentido Juína, até o bairro Cristo Rei, indo em direção a Porto Velho, ruas e avenidas se encontram em estado crítico. O povo reclama do problema, mas em particular do descaso que levou a tal situação. Segundo alguns deles, há muito tempo não se vê uma máquina sequer realizando serviços naquela área da cidade.
Entregues ao abandono, as ruas só estão transitáveis de forma muito precária. Valetas surgem a cada esquina, traçadas pelo curso das enxurradas. E, de acordo com informações da comunidade, a cada temporal elas se tornam mais profundas. “Quando chove não dá para andar por aqui, pois nunca se sabe o que pode estar por baixo da água”, disse uma moradora. No ritmo em que as coisas estão é provável que até o final da temporada de chuvas o estrago fique bem maior.
É claro que a lama e buracos incomodam quem reside nestas áreas da cidade, mas o que deixa os moradores chateados é a suposta falta de atenção do município com o povo. “Não fizeram nada durante toda a estiagem para melhorar as ruas, e agora, como é que farão com essa chuva toda?”, questionou um entrevistado. Todos reclamam do estado caótico das ruas, e pequenas indústrias instaladas por ali passam dificuldades. “É difícil para alguém que não conhece chegar até aqui”, comentou um operário de marcenaria.