Um boato veiculado até por alguns meios de comunicação dava conta de que o secretário municipal de Terras (Bruno Pietrobon) e um servidor da pasta (Ademir Alves, sobrinho do vereador Jacy Alves, do PMDB) teriam pedido R$ 1 milhão em propina para um empresário vilhenense. A informação não procede. A dupla queria, na verdade, R$ 50 mil.
OS FATOS – O denunciante, cujo nome a FOLHA omite a pedido do advogado do mesmo, procurou Bruno Pietrobon na Secretaria de Terras, dia 17, para lhe solicitar que uma área de terra, escriturada em nome dele (o denunciante) fosse incorporada ao perímetro urbano.
Bruno disse que era, sim, possível atendê-lo. Porém, que isso lhe custaria R$ 50 mil; parte do montante seria usado, segundo o secretário, para “comprar alguns vereadores”. O projeto de ampliação da área urbana para atender o pedido do empresário teria que ser submetido ao Legislativo.
O secretário deu um prazo para que a vítima da extorsão conseguisse o dinheiro. Seria na sexta-feira (21), data em que foi preso, que Bruno e Ademir queriam receber a primeira parcela - R$ 20 mil - do total exigido para dar prosseguimento no requerido processo de regularização.
Ainda hoje: Como foram feitas as gravações das conversas que incriminam o secretário municipal de Terras e os reflexos do escândalo na administração do prefeito Zé Rover.