“Não é uma questão pessoal para mim. É uma questão de princípios, em defesa do meu Estado”
A crise interna no bolsonarismo envolvendo a possível candidatura de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado por Santa Catarina ganhou novo capítulo, desta vez com foco direto na região Norte.
A deputada estadual Ana Campagnolo, do PL de Santa Catarina, alvo de críticas da própria família Bolsonaro, afirmou que o vereador deveria considerar disputar o Senado por Estados onde o ex-presidente teve votação expressiva, e incluiu Rondônia o Acre na lista.
Segundo a deputada, a mudança de rota poderia desafogar a disputa interna catarinense e, ao mesmo tempo, fortalecer a direita em regiões que, segundo sua avaliação, ainda não possuem lideranças consolidadas.
“Poderia-se resolver tranquilamente [o impasse] se o Carlos optasse por um Estado que precisa mais dele, como Rondônia, Acre ou Roraima, onde o presidente Bolsonaro teve muitos votos e os Estados carecem de lideranças”, disse a parlamentar sulista ao Painel da Folha de SP.
Apesar da defesa pública por uma migração de Carlos para o Norte, a deputada afirma que isso não pode ser interpretado como ruptura. “Mas essa iniciativa em favor do Brasil precisa partir do próprio Carlos, que acredito que tem um bom coração e pensará no melhor para todos”, declarou.
A parlamentar catarinense, que preside o PL Mulher em seu Estado e é conhecida pelo alinhamento de longa data ao bolsonarismo, nega que haja motivação pessoal em suas críticas e diz que seguirá buscando apenas um novo mandato estadual. “Não é uma questão pessoal para mim. É uma questão de princípios, em defesa do meu Estado”, afirmou.
Campagnolo também tenta minimizar o desgaste com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reagiu duramente às declarações. “Fiquei triste de pensar que poderia perder a amizade do Eduardo, mas não creio que isso acontecerá”, disse.
Autor:
Da Redação
Fonte:
Folha do Sul (Foto: Reprodução)
Publicado em 06 de Dezembro de 2025, às 09:09