Depois de 22 anos vendendo seus produtos num local a céu aberto, todo feito com barracas de madeira, os feirantes de Cerejeiras finalmente estão no barracão que o poder público municipal construiu para a categoria. A última feira livre no antigo local aconteceu na semana passada, e a primeira comercialização no novo galpão foi no último domingo, 10.
Uma multidão de cerejeirenses, talvez o maior público que a feira já teve nestes últimos anos, compareceu ao novo local de vendas dos feirantes.
O barracão Raul Tésser fica perto da prefeitura, entre a avenida das Nações e a rua Rondônia. O prédio foi construído pelo poder público municipal, na última administração do ex-prefeito Kléber Calisto, do PMDB.
Desde que foi construído, no ano passado, o barracão ficou fechado porque faltavam as instalações elétricas e hidráulicas.
A obra, que custou um pouco mais de R$ 101 mil, foi finalmente entregue aos feirantes e agora pode receber visitas dos consumidores.
Por dentro, o barracão é equipado com mesinhas de cimento. A construção das mesas de concreto ficou adequada para as necessidades dos feirantes, segundo avaliação desta reportagem.
Numa parte do barracão, também há uma parte que foi construída especialmente para os feirantes que vendem carnes.
Segundo o presidente da associação que representa os feirantes, Francisco Cardoso, conhecido como Chico da Feira, o local ficou adequado para os comerciantes que lá trabalham. “Nós gostamos do local e a gente percebe que o público gostou também”, disse.
O presidente da entidade afirmou também que as instalações de água e de energia elétricas estão funcionando adequadamente.
Apesar de ser um local considerado adequado, alguns consumidores que compareceram à nova feira criticaram algumas situações.
Um empresário cerejeirense observou que não há estacionamento próximo ao barracão. “Os carros estão sendo estacionados ao longo da avenida”, explicou. Os carros, realmente, foram estacionados nas vias públicas nos arredores do barracão.
Já uma dona de casa comentou que o barracão é fechado demais nas laterais. “Acho que, com o tempo, este cheiro de coisas fritas vai ficar aqui dentro. Deveria ser aberto, pelo menos de um lado”.
O antigo local, com barracas velhas, já está sendo desmontado pelos próprios feirantes.