"Se o cachorro dela estivesse com a coleira e com a guia de condução, nada disso teria acontecido”
No último sábado dia 21 de maio, no Residencial Jardim Acácia, em Vilhena, um policial militar que passeava com seu cão precisou atirar contra outro cachorro que teria atacado o Pastor Alemão (FOTO).
A dona do cão baleado afirmou, em entrevista publicada pelo FOLHA DO SUL ONLINE (LEMBRE AQUI) que não houve ataque. Ela assegurou que seu cão da raça Rottweiler é dócil e acusou o policial de ter feito o disparo na frente de crianças.
Na tarde de ontem, o policial militar Edval Pontes procurou a redação do site para dar a sua versão sobre o ocorrido. Ele apresentou um texto (íntegra no final desta matéria) e durante a conversa com a reportagem revelou que estava caminhando com seu cão da raça Pastor Alemão acorrentado e com enforcadeira, quando o Rottweiler atacou seu cachorro.
Pontes contou que o Rottweiler estava livre, sem coleira nem guia. “Ele veio para atacar o meu cão. Eu chutei ele algumas vezes para que se afastasse. Até que em dado momento ele ficou sobre o meu cachorro e tentou morder o pescoço dele; nesse momento em chutei forte e ele caiu a alguns metros. Depois disso, ele direcionou o foco pra mim e veio em minha direção. Eu ainda dei uns passos atrás, não vi outro jeito que não atirar”, contou Pontes, antes de concluir: “Eu agi dentro da Lei, agi para me defender”.
Pontes alegou que se o cão que o teria atacado estivesse com os equipamentos exigidos por lei para a condução em vias públicas, o caso não teria acontecido.
Ele se refere a Lei Municipal n° 4.253/2015, que estabelece regras de segurança para posse e condução responsável de cães. De acordo com essa lei, cães de algumas raças usadas para guarda, defesa ou rinha, e aí está incluída a raça Rottweiler, obrigatoriamente precisam fazer uso de coleira e guia de condução.
"Se o cachorro dela estivesse com a coleira e com a guia de condução, nada disso teria acontecido, o desespero foi grande, e graças a Deus não foi com um idoso, criança ou mulher, o que talvez fosse fatal”, argumentou o policial, que no ano passado evitou que o cão da raça pit bull que havia atacado um Poodle, fosse morto por populares. “Naquela ocasião, como não se sabia quem era o tutor, eu o levei até um colega policial que cuidou dele até o tutor ir buscá-lo”, contou.
VEJA A ÍNTEGRA DO TEXTO APRESENTADO POR PONTES:
Eu estava passeando com meu cachorro devidamente acorrentado com a enforcadeira, em dado momento me deparei com o cachorro da raça Rottweiler que estava na companhia de sua dona e sem os equipamentos de porte obrigatório.
Ao avistar o cachorro da raça pastor alemão, o Rottweiler que estava sem coleira e sem guia para condução e em uma distância de aproximadamente 30 metros, partiu pra cima para agredir o pastor alemão, então pra defender seu cão entrou em luta corporal dando chutes e pontapés no animal agressor, sendo que em dado momento este volto até a sua dona.
Gritei desesperado para ela segurasse seu cachorro e ela nada fez, já o seu cachorro estava desprovido de coleira e guia.
Já no segundo no ataque, o Rottweiler agarrou o pastor alemão pelo pescoço, sendo chutado várias vezes pelo dono do Pastor alemão, então o Rottweiler se irritou e veio pra cima de mim, fiz o saque rápido e efetuei apenas um disparo.
O disparo que acertou o Rottweiler na parte frontal da cabeça, então o cachorro cessou o ataque e foi embora devagar pra sua residência.
O Policial Militar que no momento estava a paisana e que se encontra de férias, conta que atirou para se defender, e que no ano passado em ocorrência salvou um cachorro da raça Pit bull de ser morto por populares, matéria publicada em vários sites da cidade de Vilhena.
Após o fato, o policial militar acionou o 190 para registrar o fato contra a infratora, que foi configurado como Omissão de cautela na guarda ou condução de animais
Em Vilhena existe a Lei Municipal de N° 4.253/2015, que narra que os cães da raça Rottweiler são considerados "bravios", que não podem ser conduzidos por pessoas sem força suficiente para contê-lo e que deve ser feita a utilização de coleira e guia de condição ao andar por via pública.
"Se o cachorro dela tivesse com a coleira e com a guia de condução, nada disso teria acontecido, o desespero foi grande e graças a Deus não foi com um idoso, criança ou mulher, talvez seria fatal"
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 28 de Maio de 2022, às 08:44