Segundo fonte, fiscais da prefeitura foram ao local e produziram relatório fotográfico que será anexado ao processo existente desde fevereiro

No mês de fevereiro, o FOLHA DO SUL ON LINE denunciou a invasão de terrenos na área do antigo Hospital Regional de Vilhena, no bairro Bodanese. No local, há uma vila de casas populares construídas para abrigar as famílias que viviam no antigo prédio do HR, que ameaçava desabar sobre os moradores. 

Acontece que seis lotes ficaram vagos e foram invadidos em fevereiro. Naquela época, uma residência estava sendo construída e os demais lotes já tinham sido todos abalizados com marcos improvisados.

Naquele dia, fiscais do município estiveram no local e afirmaram à reportagem do site que a prefeitura já estava tomando as providências para a normalização da situação. 

Na sexta-feira, 20, a reportagem recebeu nova denúncia de que o local estava sendo invadido. A informação foi confirmada pela equipe do site, que foi ao local e encontrou um caminhão descarregando materiais de construção. Também confirmou que a casa que havia sido iniciada em fevereiro, foi concluída e conta, inclusive, com água e energia elétrica instaladas. 

Uma fonte da Secretaria Municipal de Planejamento confirmou que a fiscalização esteve novamente no local, mas não encontrou ninguém. Um relatório fotográfico foi feito e será anexado ao processo já em andamento desde fevereiro na SEMTER. 

A reportagem tentou falar com a secretária municipal de Terras, Maria Terezinha Francisco, mas foi informada de que ela estava em reunião. 

OS MORADORES
A reportagem conversou com alguns moradores do local e anotou opiniões diversas sobre a invasão. Alguns são contra a ocupação da área pública, porque temem que tal ação prolongue ainda mais o processo de legalização dos imóveis.

Já entre os moradores que são favoráveis, o principal apontamento pela ocupação dos lotes vagos é a questão da limpeza dos lotes. “Desde que moramos aqui, a prefeitura limpou estes terrenos baldios apenas uma vez”, disse uma moradora que revelou que sua casa já foi invadida por uma cobra por causa da sujeira dos lotes. “Meu marido e eu atordoamos a cobra e a levamos para o secretário de obras ver o perigo que nossas crianças correm com tanto entulho”, afirmou.