No final da tarde do último sábado, dia 17 de outubro, um delegado de polícia de Vilhena chegou ao Hospital Regional, em companhia da esposa, levando o filho de menos de dois anos, que estaria gripado. O casal foi atendido pelo médico de plantão, que quis saber se a criança já havia sido consultada por algum pediatra. Os pais, provavelmente em virtude da enfermidade do garoto, teriam se alterado com o profissional de saúde, quando este informou que não era especialista na área pediátrica.
Segundo o que está relatado pelo médico no livro de ocorrências do HR, o delegado teria deixado o consultório e retornado pouco tempo depois, em companhia de três agentes, dando voz de prisão ao plantonista. A autoridade policial teria, inclusive, conforme o relato oficial do livro, perguntado se o médico iria a DPC pacificamente ou se preferia ser algemado.
Um outro médico que atendia no plantão tentou intervir, mas também teria sido advertido pelo delegado de que a conduta do primeiro caracterizava “omissão de socorro”. O profissional de saúde foi levado (sem algemas) para prestar depoimento e o atendimento de urgência ficou desguarnecido por mais de uma hora, quando o suposto infrator retornou.
O caso está sendo discutido pelos funcionários do HR e poderá também chegar ao Ministério Público. Embora muitos entendam que a situação da criança pudesse causar o transtorno dos pais, críticas são feitas ao procedimento da autoridade policial, que não teria apresentado nenhum documento á unidade justificando a detenção do plantonista.