Núbio explicou que exame médico não confirmou embriaguez
Numa entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira, na DPC de Vilhena, o delegado Núbio Lopes de Oliveira, anunciou a conclusão do inquérito que apura a morte do taxista Emerson Colares dos Santos, 30 anos. Ele teve o carro atingido pelo empresário Dhione Borges Rodrigues Marangoni, 30, na madrugada do domingo, 10, nas proximidades da Avec. Leia sobre o acidente aqui e aqui.
O delegado revelou ter indiciado Marangoni por homicídio culposo no trânsito, com aumento de pena por não ter socorrido a vítima, que foi deixada agonizando no local da colisão entre os dois veículos. O empresário também responderá por ter abandonado, ferida dentro de seu carro, a namorada, identificada no inquérito como Naiara Souza, 25 anos.
Ao explicar porque o acusado não foi flagranteado na mesma data, Núbio disse que Dhione se recusara a soprar o bafômetro e, com isso, foi submetido a avaliação de um médico, que disse não poder confirmar se ele estava embriagado. O delegado explicou que, apesar dos indícios de embriaguez, a confirmação de tal situação só poderia ser feita por exames laboratoriais, procedimento ao qual Marangoni também se recusou.
Juntando as duas acusações, segundo a explicação da autoridade, Dhione pode ser condenado a 6 anos de prisão pelo acidente com vítima fatal, mais omissão de socorro e a até 1 ano por ter abandonado também a namorada na cena do crime.
Questionado se havia a hipótese de ser pedida a prisão do motorista infrator, o delegado descartou esta hipótese, porque isso não seria cabível no momento.