Os servidores da Polícia Civil de todo o Estado retornaram à greve nesta quinta, 16, greve esta que tinha sido interrompida há 120 dias. Três meses atrás, o sindicato da categoria interrompeu a então paralisação sob a condição de o governo estadual atender às revindicações dos servidores.
Agora, segundo os servidores da Polícia Civil, o governador do Estado, Confúcio Moura, do PMDB, não cumpriu tal acordo e a categoria retorna à greve. A paralisação é em nível estadual.
Segundo os servidores da Polícia Civil, a reivindicação é pela revisão do Plano de Carreiras, Cargos e Salários, o PCCS, e por melhores condições de trabalho.
Mas uma realidade chama a atenção no município cerejeirense. A delegacia da Polícia Civil de Cerejeiras está em péssimas condições de estruturas físicas. O prédio é pequeno, velho e, além de tudo, é encostado a um mini-presídio.
As condições da delegacia que são descritas aqui não nos foram passadas pelos servidores, mas foram testemunhadas pela própria reportagem, que já esteve várias vezes no local.
Existe somente cerca de quatro salas no prédio da Polícia Civil cerejeirense. Trabalham na delegacia cerca de vinte servidores, entre delegado, policiais, escrivães e outros.
Trabalham cinco escrivães na delegacia cerejeirense, mas só existe uma sala para abrigar o trabalho deles.
A delegacia não tem uma cela reserva, onde um infrator detido possa aguardar o interrogatório. É comum um cidadão chegar à delegacia e se deparar com um acusado algemado na antessala, quase do lado de fora, atado a uma barra de ferro. Não por culpa dos servidores, mas não há uma cela reserva.
Na sala de recepção da delegacia, uma garrafa pet cheia de água fica pendurada na porta com barbante e serve como contrapeso para que ela feche automaticamente, numa situação impensável para uma repartição pública.
No prédio, a parede é toda descascada. Há anos não existe uma mão de tinta recente nas paredes.
A delegacia de Polícia Civil de Cerejeiras compartilha o prédio com a cadeia pública do município.
Segundo alguns servidores, os computadores da polícia, tão necessários em casos de investigação, são velhos e lentos. A internet do local também é lenta e emperrada.
No interior do prédio da delegacia há objetos, como móveis, que não encontram espaço para serem acomodados.
A delegacia da Polícia Civil de Cerejeiras atende a mais municípios da região que não têm delegacias, como Corumbiara e Pimenteiras.
Apesar das péssimas condições da delegacia, a Polícia Civil de Cerejeiras tem realizado um bom trabalho. Com a direção do delegado Giuliano Lopes (de férias), os policiais civis cerejeirenses conseguiram mostrar bons resultados de investigações e atuações realizadas no município.
Com mais condições de trabalho e melhores estruturas, seria possível que estes servidores fizessem muito mais pelo bem comum da sociedade cerejeirense.