“Minha filha usa lampião a gás e vem lavar roupas na minha casa”, disse Estela Rodrigues sobre a situação da filha
Em 2019, quando começou a construir uma casa em sua chácara, que fica no Setor Terra Rica, nos arredores de Vilhena, Estela Rodrigues dos Santos procurou o escritório da Energisa, empresa distribuidora de energia, para solicitar a instalação de eletricidade na propriedade. Em resposta, ela foi orientada a instalar um padrão e aguardar pela instalação.
A obra foi concluída e a filha de Estela, Maristela dos Santos, e os filhos dela, de 06 e 03 anos, se mudaram para a casa, mesmo sem a instalação da energia elétrica.
No entanto, em julho de 2020, Estela recebeu carta-resposta da distribuidora, na qual a empresa afirma que o caso dela se enquadra nos critérios do Programa Luz Para Todos, e que a obra de ampliação da rede elétrica para aquela localidade tem prazo previsto de execução até o segundo semestre de 2023.
Com a filha e os netos morando há quase dois anos sem eletricidade, Estela procurou o PROCON e, em abril deste ano, foi realizada a audiência de conciliação na qual a empresa voltou a apresentar os mesmos argumentos expostos na carta resposta.
Enquanto isso, Maristela e seus filhos seguem sem energia elétrica e os benefícios proporcionados por ela, como usar uma geladeira, fundamental para a conservação de alimentos. “Minha filha usa lampião a gás e vem lavar roupas na minha casa”, disse Estela Rodrigues, que revelou que há outras famílias na mesma situação: “Só não são mais famílias porque algumas conseguiram puxar um ‘rabicho’ do vizinho. A gente já paga até IPTU aqui”, reforçou.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 22 de Julho de 2022, às 14:55