Uma equipe da Secretaria de Obras está trabalhando nas ruas dos bairros Bodanese, Marcos Freire e Cristo Rei. Patrolas e caminhões-caçambas trabalham nas correções necessárias nas ruas e avenidas dos referidos bairros.
No entanto, a cratera que impede o tráfego de moradores e ameaça derrubar casas na rua 1504, no loteamento Cidade Jardim I, continuará da maneira que está. Isso se não chover, pois a cada tempestade o buraco aumenta.
As caçambas despejam cargas de cascalhos numa rua próxima à grande valeta, mas segundo um funcionário da Secretaria de Obras, não será desta vez que problema que aflige os moradores daquela rua será resolvido.
Alguns moradores já desistiram de morar no local e estão vendendo suas casas. No entanto, não conseguem comprador, tendo em vista as condições da rua.
Roseli Monteiro, de 57 anos, é a mais nova dos moradores da rua 1504 a se mudar do local. Dez dias atrás, juntou suas coisas e simplesmente partiu. Na última grande chuva a casa de Roseli ficou ilhada e a dona do imóvel, que mora sozinha, se assustou com a força da água.
Indignada, a dona de casa ameaça não pagar mais as prestações do terreno até que o problema seja resolvido. “Eles estão fazendo a gente de bobo”, esbravejou.
Na realidade, a situação dos moradores do Cidade Jardim I é complicada porque a empresa responsável pelo loteamento diz que a prefeitura, que já cobra IPTU há dois anos daquelas pessoas é que deveria resolver a situação.
Já a prefeitura alega que o empreendimento não foi concluído, que faltaria o término de uma rua, e que por isso não recebeu o loteamento. O município alega que o empreendimento ainda está sob a responsabilidade da imobiliária.
Sobre a não conclusão da dita rua, a imobiliária disse que está impedida de acabá-la por causa do Ibama. A continuação de tal rua implicaria na derrubada de uma parte da mata existente no local, o que o órgão ambiental proibe.
No meio disso tudo o cidadão que paga as parcelas dos terrenos e os impostos, mas aparentemente não tem a quem recorrer e fica a ver navios. E pelo volume de água que desce naquela rua não seria de se espantar se os moradores vissem, literalmente, um navio flutuando no leito da via esburacada.