Dinheiro falsificado tem sido encontrado com freqüência nos comércios de Vilhena

Aos 36 anos, a aposentada Fávia Linhares Barbosa complementa a renda mensal de um salário mínimo vendendo picolés pelas ruas de Vilhena. Tem quatro filhas, com idades entre 8 e 20 anos, e enfrenta a penosa jornada sob o sol para faturar, em média, de 25 a 30 reais por dia.

Ontem (segunda-feira, 17), dia de extremo calor na cidade, Flávia já fazia as contas de um recorde: iria embolsar 47 reais. Isso até atender um homem de cabelo preto, aparentando pouco mais de 30 anos. O freguês perguntou se a ambulante tinha troco para 50 reais.

Na pressa, a vendedora entregou mais de 40 reais ao homem, que a abordou na avenida Jamari. Só depois que o desconhecido já havia desaparecido, Flávia notou: a cédula entregue por ele é falsa.

Diante do prejuízo, a aposentada se mostrou indignada, mas disposta a não tentar passar adiante a nota falsa: “O jeito é ficar no prejuízo”.

Dinheiro falsificado tem sido encontrado com freqüência nos comércios de Vilhena. Mesmo usando equipamentos para detectar a fraude, muitas empresas acabam caindo no golpe.