A colheita do urucum em de Corumbiara foi a pior da história do cultivo da planta no município. Uma série de razões, como doenças, abandono do poder público e imperícia de alguns produtores fizeram a safra do grão cair para a pior média de todas as já colhidas na região.
Como já foi noticiado por este site, havia uma expectativa de colheitas ruins do urucum no município de Corumbiara. A razão, entre outras, é o surgimento de uma doença chamada fasariose, que dá na planta e ataca a produtividade dos grãos.
O problema, como também já foi explicado, é que não há receituário agronômico disponível na região para a compra dos defensivos adequados para este tipo específico de doença.
Por esta razão, a produtividade do urucum em Corumbiara neste ano (as colheitas são em junho e julho) confirmaram as expectativas de serem ruins e foi além das péssimas previsões.
O produtor José Vilson, que tem uma pequena área de leaoura a 3 km da cidade de Corumbiara, esperava colher cerca de 3 mil quilos de urucum. A previsão já era ruim, uma vez que a mesma área de plantação já chegou a dar 5 mil quilos em colheitas anteriores. Este ano, porém, a safra não passou de 1,5 mil quilos.
Desanimado, o produtor já pensa em acabar com a lavoura. José Vilson já até soltou gado na plantação. Mas o produtor, a longo prazo, diz que não desiste do grão. “Vou plantar uma nova lavoura. Mas esta aí acho que vou deixar as novilhas acabarem com ela”, afirma o produtor.
O cultivo do urucum em Corumbiara representou uma alternativa econômica para muitos agricultores do município, principalmente os proprietários de pequenas áreas.
As colheitas do grão chegaram a ser comemoradas anualmente, sempre nos meses de junho ou julho, com a Festa do Urucum. Este ano, segundo informações dos agricultores, devido à crise do urucum não foram realizados estas festividades no município.