Segundo delegado sindical, a greve é por tempo indeterminada

Em todo o Brasil, servidores dos Correios amanheceram de braços cruzados nesta quinta-feira, 27. A greve nacional é por tempo indeterminado e tem como uma das principais metas denunciar o sucateamento da empresa e a intenção do governo de privatizar a estatal. 

Em Vilhena, não foram todos os trabalhadores da única agência na cidade que adeririam a paralisação. Por enquanto, apenas o pessoal da entrega parou. Os servidores do setor de atendimento continuam na ativa.

De acordo com José Carlos, delegado do SINTETC/RO, além das reivindicações expostas na carta aberta emitida pelo sindicato da categoria e que pode ser lida na íntegra logo abaixo, a luta também é para reverter uma decisão da empresa, comunicada esta semana, de que estão suspensas as férias entre maio deste ano e abril de 2018. “Ao longo deste período, nenhum funcionário dos Correios poderá tirar suas férias, mesmo que elas já estejam vencidas”, explicou José Carlos.

O delegado sindical explicou ainda que amanhã será feita uma análise do movimento grevista e, com base nesta análise, ficará decidido se a paralisação continua e não. 

Leia abaixo a íntegra da carta aberta do SINTETC/RO:

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO 

A grande questão é que com um quadro mínimo de pessoal, existe uma sobrecarga de trabalho em todos os setores da empresa e principalmente na área operacional, onde estamos tendo, além da falta de pessoal, más condições de trabalho, e está claro que estão querendo sucatear OS CORREIOS para privatizar, alegando que a empresa não dá resultado, jogando assim a opinião pública contra os empregados dos CORREIOS e consequentemente a favor da privatização.

Por muitos anos, o movimento sindical vem cobrando concurso público da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), afinal o último foi realizado em 2011 e o quadro de empregados está defasado, e segundo a FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM CORREIOS, é preciso 20 mil contratações em todo o Brasil para repor a perda de pessoal na empresa.

A grande questão é que com um quadro mínimo de pessoal, existe uma sobrecarga de trabalho em todos os setores da empresa e principalmente na área operacional, onde estamos tendo, além da falta de pessoal, más condições de trabalho, e está claro que estão querendo sucatear OS CORREIOS para privatizar, alegando que a empresa não dá resultado, jogando assim a opinião pública contra os empregados dos CORREIOS e consequentemente a favor da privatização.

O SINTECT-RO defende OS CORREIOS como uma empresa pública