Prefeitos e outras autoridades do Cone Sul de Rondônia preocupados com o destino final dos resíduos sólidos e com os impactos ambientais causados pelo chorume (líquido poluente originado de processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos) promoveram mais um encontro em Vilhena.

O encontro foi no auditório da prefeitura de Vilhena na manhã dessa terça-feira, 17. As autoridades articularam a criação de um consórcio intermunicipal de desenvolvimento para tratar adequadamente o lixo urbano.

O prefeito Zé Rover, que recepcionou os convidados, salientou que esses  encontros demonstram a grande preocupação das lideranças do Cone Sul em diminuir os prejuízos causados pelo lixo à céu aberto e  pelo chorume que pode atingir os lençóis freáticos. “Essa reunião de hoje ajudará os prefeitos a avançarem no conhecimento desse assunto e na definição sobre licitação e valores para o consórcio”, destacou Rover.  

De acordo com prefeito de Vale do Paraíso, Charles Luiz, atual secretário da Associação Rondoniense de Municípios (AROM) e presidente do Consórcio Intermunicipal do Centro do Estado de Rondônia (CIMCERO), através dessa audiência pública foram expostos alguns problemas relacionados aos lixões e as maneiras viáveis para solucionar o impasse, que é um problema de muitos municípios de Rondônia e de todo Brasil. “Outras audiências como essa foram realizadas em outras cidades de Rondônia que, provavelmente, serão pólos para a implantação do aterro sanitário”, comentou Charles Luiz.

Os municípios de Ouro Preto e Rolim de Moura já estão discutindo sobre o consórcio intermunicipal em suas regiões. De acordo com o prefeito de Vale do Paraíso, outros municípios como Ariquemes e Porto Velho em breve se tornarão cidades pólos para a implantação do aterro. “Afinal esse problema atingi todos os municípios no estado”, explicou.

Outros assuntos foram abordados durante o encontro que reuniu autoridades de todo Cone Sul. Uma delas foram as vantagens do município de Vilhena funcionar como pólo de implantação para o aterro. As vantagens apontadas foram: localização geográfica, promoção social, geração de empregos, geração de renda, economicidade e bens reversíveis para município.