As ocorrências envolvendo menores de idade ao longo do carnaval vilhenense, segundo o Conselho Tutelar e o Juizado da Infância, têm sido menor do que os registrados no réveillon de 2013. De acordo com as conselheiras Elizabethe Batista da Silva, Suzana Martins da Silva e Marisa Erdnann, somente no sábado (09), que foi a primeira noite de festa, apenas um adolescente foi parar no hospital vítima de coma alcoólico.
Na mesma noite, 11 menores foram levados para a escola Chitosse M. Inaba porque estavam ingerindo bebida alcoólica. A instituição estudantil está servindo como base para o Conselho Tutelar e Juizado. As conselheiras afirmam que, por enquanto, em relação ao coma alcoólico, o número está dentro do previsto. “No ano novo tivemos muito mais”, explica. Em relação às ocorrências policiais, Elizabethe, Suzana e Marisa dizem que a tentativa de homicídio envolvendo dois menores de idade – o que atirou contra Robson Santos Silva, e a menina que foi atingida de raspão durante a ação – foram os casos mais graves até agora”, apontam.
Os adolescentes presos com álcool estão sendo levados para a escola e, de lá, só saem acompanhados dos pais. “Os pais que não vierem buscar, nós os estamos enviando para o acolhimento, ou seja, estão indo para o abrigo, de onde só sairão sobre ordem judicial”, ressaltam. Até agora, quatro adolescentes foram enviados para o abrigo de Vilhena. Nesta última noite, o Conselho Tutelar pede para as pessoas não terem receio em denunciar os menores que estejam ingerindo bebida alcoólica ou cometendo demais infrações. “Além do 190, temos o celular plantão que é 9954-5180”, falam.
Não é só o Conselho e Juizado que estão preocupados com menores que consomem bebida alcoólica. Os donos de barracas também estão. A maioria das barracas montadas na Praça Nossa Senhora Aparecida já possui um aviso estampado: Proibido a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos.
Joel Debastiani é proprietário de uma barraca que vende bebidas e, segundo ele, sempre pede para a pessoa apresentar um documento com foto, quando suspeita que o comprador seja menor de idade.