Apesar das chances serem remotas, o advogado Paulo Lérias (PSL) pode ser o terceiro vilhenense a ocupar uma cadeira na Assembléia Legislativa de Rondônia. Paulão, que atualmente mantém escritório no distrito de Jacy-Paraná, pertencente a Porto Velho, concorreu a deputado estadual em 2006 e obteve 1.060 votos. “Mas trabalhei praticamente sozinho e fiz a campanha mais humilde que esse Estado já viu”, justifica-se Lérias, ao explicar a baixa votação.
As contas para levar o causídico ao Parlamento estadual são complexas e permeadas por fatores políticos e jurídicos. Para começar, é preciso que a Justiça casse o mandato dos deputados Valdivino Tucura (PRP) e Maurinho (PSDB), em virtude de ilegalidades na aliança partidária que elegeu os dois. Ambos parlamentares aguardam julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e podem perder os mandatos.
ENTENDA O CASO O ministro Eros Grau, do TSE, cassou o registro de candidatura a deputado estadual nas eleições de 2006 do ex-presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia, Carlão de Oliveira (PSL).
Com essa medida, ficou aberto o caminho para que a ex-vereadora Silvana Davis obtenha uma das duas vagas a serem abertas na Assembléia Legislativa com a possível saída de Tucura e Maurinho. Os dois parlamentares correm o risco de deixar o cargo por força de uma decisão ainda a ser tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral quanto à ilegalidade de alianças partidárias (verticalização) nas eleições de 2006.
Outro que está com um pé na Assembléia Legislativa é o ex-deputado Silvernani Santos, que também deverá ser beneficiado com o julgamento sobre a verticalização.
Pela linha de sucessão, com a saída de Tucura e Maurinho deveriam entrar Silvernani e Carlão. Com a cassação do registro de Carlão, entraria na vaga o ex-deputado Romeu Reolon, que também teve o diploma de suplente cassado por infidelidade partidária. Reolon é prefeito de Alto Paraíso. A vaga sobraria então para o suplente Tião Serraia. Mas este enfrenta os mesmos problemas de Reolon e se elegeu prefeito de Rolim de Moura. Restaria, ainda, o advogado e radialista Arimar Souza de Sá, que enfrentaria pendências com a justiça eleitoral. A próxima da lista é a vereadora Silvana Davis. Como Silvana enfrenta problemas de saúde e pode ser obrigada a se afastar da vida pública para se tratar, o suplente de seu partido e, que portanto, teria direito à vaga, é Paulo Lérias.
Lérias prefere esperar os acontecimentos, mas antecipa que seria uma honra poder representar o Cone Sul na Assembléia. O advogado reconhece que suas chances são pequenas, mas mesmo assim se mostra otimista. “Para quem é novo na política, como eu, a simples oportunidade que se abre já é uma vitória”, comemora Paulão.