Também chamado Bar do Alcides fez história no município e não deverá ser reaberto
 
O período da pandemia foi de um dos momentos mais difíceis para as empresas brasileiras, em especial para aqueles negócios que precisam da presença física do cliente.
 
Em Cerejeiras, a pandemia também teve este mesmo impacto nessas empresas, provocado pelos sucessivos decretos estaduais e municipais de restrições para o combate ao Covid-19.
 
Agora, com o arrefecimento da pandemia, essas empresas tão castigadas podem finalmente respirar e tentar recuperar o tempo perdido.
 
Mas existem alguns estabelecimentos em Cerejeiras que não voltarão mais – pois seus donos perderam a vida na pandemia.
 
Uma dessas empresas é o iconico Bar do Alcides. O estabelecimento já fazia parte da identidade de Cerejeiras, pois ficava no ponto de ônibus e de táxi de onde saíam os coletivos para Corumbiara, Pimenteiras do Oeste, Colorado do Oeste e Vilhena.
 
Além da tradicional cachaça, o boteco vendia os famosos frangos fritos, refrigerante, cerveja e outros produtos típicos para este tipo de estabelecimento.
 
O dono do bar, que também foi taxista, era o comerciante Alcides Valadares Salles, ou, simplesmente, o Sr. Alcides.
 
Antigamente chamado de Bar Boca Maldita, o Bar do Alcides fechou as portas em março de 2021, bem no exato dia em que o fundador da empresa, foi encaminhado para o Hospital Regional em Vilhena com os sintomas da Covid-19. O comerciante faleceu dias depois, no dia 03 de abril.
 
O Bar do Alcides, que ficava na rua Panamá, atualmente está fechado e o imóvel em processo de inventário depois da morte do fundador. A esposa do comerciante ainda mora nos fundos do antigo boteco.
 
Em uma entrevista por telefone, o filho do pioneiro, o médico Aloísio Sales, explicou que a família não tem interesse em abrir o bar. “Aquele local era dele e nem eu nem minha irmã temos condições de tocar o bar”, disse o médico, que está morando no Paraná.
 
Por fim, convém dizer que esta reportagem não é uma abordagem negativa da história do Bar do Alcides – ou das demais empresas que desapareceram com a morte do fundador. Pelo contrário, trata-se de uma justa homenagem para o bar que, assim como o dono, fez história em Cerejeiras e hoje deixa um vazio no coração da cidade.