Saída de paranaenses foi registrada pela revista Veja
 
“Na hora do crepúsculo, dezenas de famílias carregando magras mudanças e um sonho comum invadem a estação rodoviária de Cascavel, a 500 quilômetros de Curitiba. Enquanto comem pedaços de queijo crioulo, os homens permanecem atentos ao fanhoso sistema de alto-falantes que logo vai chamá-los para a viagem rumo ao eldorado dos anos 80: o território de Rondônia”.
 
O trecho acima começava uma reportagem da revista Veja, publicada no dia 24 de agosto de 1980.
 
A reportagem falava sobre o impulso de colonização do então território – mais tarde Estado – de Rondônia.
 
Com esta referencia numa revista de circulação nacional a Cascavel, a cidade paranaense se tornou símbolo do ponto de partida da colonização agrícola das terras rondonienses.
 
A cidade deu ainda a Rondônia um nome forte na política, Acir Gurgacz, hoje senador pelo PDT, e uma empresa que circula todo o estado rondoniense, a “União Cascavel”, antigo nome da atual Eucatur.
 
Atualmente, mais de de 40 anos depois, Cascavel é um centro econômico do Paraná. A cidade é palco do Show Rural Coopavel, um centro universitário, incluindo a FAG, faculdade de propriedade do pai do senador Acir Gurgacz, o empresário Assis Gurgacz.
 
Na atualidade, Cascavel tem mais de 300 mil habitantes. Presente na cidade na semana passada, o FOLHA DO SUL ONLINE pôde notar duas realidades.
 
A primeira é o carinho que o cascavelense tem por Rondônia, sempre com uma expressão que mistura admiração e curiosidade, concluindo com as mágicas palavras: “Eu conheço uma família que foi pra lá”.
 
Já a segunda realidade é que a questão fundiária na região de Cascavel ajuda a explicar os motivos para muitos pequenos agricultores saírem de lá e viram para Rondônia. Lá, o alqueire de terra passa de R$ 220.000,00. Em Rondônia, nos melhores lugares não passam de R$ 70.000,00.