Um dos túmulos recebe visita todos os dias, revela coveiro
 
O Cemitério Cristo Redentor, único local de sepultamento de mortos em Cerejeiras, é também um palco de muitas histórias. Nesta reportagem, contaremos algumas delas.
 
Fundado em 1980, o cemitério cerejeirense começou no local a receber os primeiros corpos antes mesmo da emancipação do município, que foi em 1983. O primeiro corpo a ser enterrado foi o de um pioneiro chamado Noé, pai de um morador chamado Queiroga, que mais tarde foi vereador. Esta informação foi passada ao FOLHA DO SUL ONLINE por outro pioneiro: o ex-prefeito de Cerejeiras e ex-deputado estadual José Eugênio, o Zigue.
 
Atualmente, segundo estimativas do coveiro José Sabino dos Santos, que trabalha no local há 18 anos, o cemitério tem 15 mil corpos enterrados.
 
Os túmulos recebem visitas, alguns deles periodicamente. Ao site, o coveiro relatou que um empresário do município visita o túmulo do pai todos os dias, “de domingo a domingo, sempre por volta do meio-dia”. Há também aqueles túmulos que nunca receberam uma visita sequer.
 
Com dois coveiros, sendo que um está de licença de saúde, o cemitério recebeu apoio da Secretaria de Obras para fazer a limpeza nesta semana a fim de receber os visitantes neste feriado. Não há números oficiais da expectativa na quantidade de visitantes no Dia de Finados, “mas é muita gente”, conforme revela o coveiro.
 
Na visita do FOLHA DO SUL ONLINE ao local, na manhã de quarta-feira, 30, foi constatado que alguns apenados do município e também familiares dos mortos estiveram nesta semana no cemitério, fazendo limpeza e os preparativos para o feriado de 2 de novembro, em que os brasileiros relembram aqueles que já partiram.