Os moradores de propriedades rurais estão correndo risco de ser mais facilmente atingidos pelos raios, comuns no Cone Sul. A razão é que muitos proprietários de sítios, chácaras e fazendas desconsideram os dispositivos de segurança instalados pelas empresas construtoras dos “linhões” de energia, que são as linhas transmissoras das hidrelétricas para os centros consumidores.
Quando as empresas constroem os linhões, elas mesmas instalam um dispositivo de segurança contra raios e relâmpagos nas cercas. Os dispositivos são isoladores que são amarrados aos fios, chamados “secionadores”, que impede que a eletricidade continue passando pelo arame em caso de uma queda de raio, e um fio-terra, que liga os arames ao solo, isolando a corrente elétrica que pode cair de um relâmpago ou até mesmo da queda de um fio do linhão.
Entretanto, os proprietários rurais, de forma geral, acabam desprezando esses dispositivos de segurança quando vão reformar as cercas.
Num sítio em Vitória da União, distrito de Corumbiara, alguns moradores já retiraram da cerca os secionadores e os fios-terra. “A gente precisa reformar a cerca e não achamos outros desses para comprar”, disse um vaqueiro da propriedade.
Os fios-terra, embora mais simples, também não são recolocados. “É difícil instalar esse fio, porque a gente não tem o arame de aço que serve para amarrar o fio-terra e nas lojas não achamos dele”, diz o vaqueiro.
Como resultados, as pessoas e os animais das propriedades rurais ficam expostos ao perigo. Recentemente, a queda de um raio em Vitória da União matou 16 novilhas.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 20 de Junho de 2014, às 16:38