O pintor Antônio José de Oliveira Júnior, o popular “Júnior Pintor”, está aguardando ser chamado pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) para realizar pintura de parte do prédio da instituição. Júnior foi condenado a executar o serviço por ter cometido crime eleitoral no ano passado, quando disputava uma vaga na Câmara, concorrendo pelo PSDB.
De acordo com o pintor, a coligação da qual fazia parte (União e Participação, do prefeito eleito, Zé Rover, do PP) o instruiu a fixar adesivos de propaganda eleitoral em sua camisa, no peito e nas costas. “Isso foi no sábado, 04 de outubro, um dia antes da votação. Na manhã seguinte, o juiz eleitoral responsável pelo pleito ordenou que todos os candidatos retirassem os adesivos. Eu, no entanto, não fiquei sabendo disso e fui pego, juntamente com dois de meus assessores, pela Polícia Federal”, relembra o tuicano. Encaminhado à Casa de Detenção, o então candidato a vereador passou o dia atrás das grades e não pôde votar. “Foram me soltar por volta das 17h daquele dia. Quem deveria cumprir a pena, entretanto, eram os responsáveis pela coligação. Eles que foram os culpados”, explica Júnior.
Depois de ser liberado do presídio, o ex-candidato foi julgado e condenado a pintar parte do prédio da Unir. “Me perguntaram se eu queria pagar com dinheiro ou com trabalho. Optei pela segunda opção. Contudo, a universidade ainda não me chamou para realizar a pintura”, comenta ele, que entrará somente com a mão-de-obra no serviço.