Pessoas que compraram terrenos num dos muitos empreendimentos imobiliários recentemente implantados em Vilhena começam a se arrepender do negócio. Em muitos dos casos, os próprios compradores foram desatentos e assinaram contratos sem observar cláusulas pouco legíveis dos documentos. Exemplos: em um dos loteamentos está previsto, em letras miúdas, que as ruas não serão asfaltadas, mas apenas encascalhadas. E tem mais: o prazo para a conclusão das obras podem se estender, conforme o contrato, por até quatro anos.
Por causa destes problemas, que não são esclarecidos no momento da venda, já há dezenas de pessoas tentando desfazer as compras. Mas romper o contrato nem sempre é fácil, já que existe a previsão de que o valor pago ficará para o vendedor em caso de desistência da aquisição. Outro absurdo que vem passando batido pela maioria dos que adquirem lotes tentando realizar o sonho da casa própria: um dos empreendimentos estabelece, também em textos microscópicos, que as parcelas sofrerão reajuste ao longo do prazo de quitação.
Recentemente, o comprador de um terreno em um destes loteamentos veio à sede do FOLHA DO SUL ON LINE para mostrar o que acontece quando uma parcela sofre atraso. O débito, vencido havia uma semana, saltou de cerca de R$ 200 para quase R$ 300. Um corretor, que pediu para não ter seu nome revelado disse que o melhor que o consumidor que se ente lesado pode fazer para minimizar os prejuízos é procurar o Procon.