Moção de Aplausos foi proposta pelo presidente do Legislativo Municipal, vereador Samir Ali
Criada em 1973 para desenvolver a base tecnológica de um modelo de agricultura e pecuária genuinamente tropical, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) completa 50 anos de fundação. A empresa foi homenageada pela Câmara Municipal de Vilhena, município que conta com um campo experimental da entidade de pesquisa. A Moção de Aplauso foi proposta pela presidente do Legislativo Municipal, vereador Samir Ali e aprovado por unanimidade pelos pares.
A entrega da homenagem foi feita esta semana, durante a sessão ordinária de terça-feira. A entrega foi feita a engenheira florestal Lúcia Wadt, chefe geral da Embrapa Rondônia. Em seu discurso de agradecimento, Wadt destacou a importância da Embrapa para a produção rural brasileira.
“Quando a Embrapa foi criada, muitos produtos da nossa mesa eram importados, principalmente arroz, feijão, carne, leite, milho, trigo e outros cereais. Naquele momento era necessário modernizar a produção agrícola, estabelecer uma instituição capaz de gerar conhecimentos e inovação para um novo modelo de agricultura tropical. E foi assim que nasceu em Embrapa. Cinquenta anos se passaram, um período curto na história de povos e até de nações, mas nesse reduzido período o Brasil tornou-se uma das maiores potências agrícolas e ambientais do mundo. Esse desempenho esteve calcado em três grandes pilares: a transformação dos solos ácidos e pobres em terra fértil, adaptação de animais e cultivos às condições tropicais, e o desenvolvimento de uma plataforma de produção sustentável”, ponderou.
A chefe da Embrapa Rondônia disse destacou também que a empresa de pesquisa, além de focar sua agenda em apoio ao desenvolvimento de cadeias produtivas com grande expressão na balança comercial, desenvolve também projetos e ações com forte impacto na redução da pobreza e na inclusão social; em especial no Nordeste e no Norte do país. “A empresa não trabalha apenas para o grande agronegócio, ela trabalha também para as agriculturas e agricultores do Brasil, para o pequeno, o médio e o grande produtor rural; do Pampa à Caatinga, do Cerrado à Amazônia”, disse Wadt que revelou ainda que mais de 30% dos projetos da Embrapa são vinculados à agricultura familiar.
Conforme Wadt, “o futuro da agricultura Brasileira se apresenta com desafios não triviais. Conseguir produzir com qualidade e sustentabilidade. Consumidores no mundo inteiro, e também no Brasil, demandam por isso, desenvolveremos ferramentas e métricas para estimar indicadores de sustentabilidade atendendo às demandas relacionadas aos inventários de gases de efeito estufa, mercado de carbono, avaliação de ciclo de vida, e de impacto ambiental. Daremos soluções para contribuir a adaptação da agropecuária e a mitigação das mudanças climáticas. As ferramentas digitais da Embrapa estarão presentes no dia a dia do produtor com drone, sensores, internet das coisas, inteligência artificial”, disse a Chefe Geral, e concluiu: “A Embrapa seguirá fiel ao seu compromisso de contribuir com afinco e determinação ao desenvolvimento mais equânime do Brasil no combate à fome, na erradicação da pobreza rural, na geração de emprego e renda, e na melhoria da competitividade e sustentabilidade da agropecuária Brasileira.”
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 18 de Maio de 2023, às 15:49