Pequenos empreendedores poderão ser duramente afetados por longo período sem renda
 
Em reunião realizada na noite desta quinta-feira, 19, no auditório da preefeitura, sob o comando do prefeito Eduardo Japonês (PV) e o secretário municipal de Saúde, foi formado o comitê encarregado de tomar decisões para lidar com a pandemia de Coronavirus em Vilhena. Segmentos da sociedade, como igrejas, empresariado, MP, profissionais de saúde e outros integrarão a entidade.
 
A idéia de formar o comitê tem como objetivo principal dar legitimidade às ações que virão a ser adotadas contra a doença, e alguma delas podem ser duras. Mas a idéia é que as regras sejam cumpridas para evitar a propagação rápida do vírus.
 
Alguns dos que usaram a palavra citaram os exemplos dramáticos de países europeus, que não se preveniram e hoje convivem com o pânico e a dor. Um pastor chegou a mencionar a Itália, onde os mortos se multiplicam, sem que os familiares possam sequer participar de seus velórios.
 
Além de lidar com a logística e as estratégias preventivas de saúde, a entidade terá que lidar também com os dramas sociais decorrentes da eventual paralisação de várias atividades.
 
A idéia inicial é restringir bastante a circulação de pessoas, preservando algumas atividades, a fim de não agravar ainda mais a crise financeira na cidade. Mas, dependendo da evolução do contágio, as restrições podem aumentar.
 
Também há grande preocupação com as pessoas que, neste período em que Vilhena enfrentará uma espécie de “quarentena social coletiva”, não terão renda, já que são pequenos empreendedores. O comitê terá que lidar com ambulantes e pequenos agricultores que, sem ter a quem vender seu produtos, precisarão de uma alternativa para enfrentar o longo período sem faturamento.
 
O grupo também precisará debater o que fazer, caso a pandemia se agrave e o Hospital Regional não dê conta de atender à demanda de doentes. Existe a possibilidade de se improvisar um “hospital de campanha em um barracão”.
 
Em breve, as primeiras medidas serão anunciadas.