Corumbiara éuma das menores cidades do Cone Sul e fica a 150 km de Vilhena. Com pouco mais de oito mil habitantes, o município sobrevive da pecuária leiteira e é responsável pela maior parte da produção de urucum do estado. São 750 hectares de área plantada, o que gera emprego e renda para mais de 300 famílias.


Na hora da colheita, os agricultores fazem mutirão por causa da escassez de mão-de-obra. Quando as cachopas estão quase se abrindo, é hora de retirar o urucum dos campos. A secagem é importante para manter o teor de bixina, a tinta vermelha que dá coloração. Depois, ele segue para triagem, último processo antes de ser ensacado para venda. Tudo acontece em uma máquina chamada trilhadeira, que fica com o trabalho de separar a semente da casca.

 

Rondônia é o principal produtor nacional de urucum. Tudo que é colhido vai para a região Sudeste para abastecer as indústrias de cosméticos, roupas e alimentos.



O problema que os produtores enfrentam é a queda no preço do urucum. Há cerca de três anos, Ailton de Sá já chegou a vender o quilo por R$ 3,20. Hoje, não consegue mais que R$ 2,40 e conta que a dificuldade é por causa dos atravessadores.