A onda de violência que assola a cidade nos últimos dias fez com que a Polícia Militar tirasse agentes dos serviços administrativos elevando o efetivo em patrulhamento às ruas. A informação foi prestada pelo Major PM Paulo André, que responde interinamente pelo comando do Terceiro Batalhão neste início de semana. O oficial aproveitou a ocasião para, através de permissão à FOLHA DO SUL ON LINE de conferir in loco, enterrar a desconfiança acerca da desativação ou problemas no sistema de vídeo-monitoramento da cidade.

 

De acordo com o major não há intensificação extrema nos índices de crimes, mas para aumentar a sensação de segurança da comunidade e encontrar formas de tentar inibir a ação de marginais a polícia adotou o reforço no patrulhamento ostensivo. “Ver policiais e viaturas circulando pelas ruas era a ação a ser tomada, mesmo com sacrifício dos policiais que atuam no trabalho interno, que assumem agora funções de colegas que foram designados às ruas”, explicou. 

 

No entanto, ele considera que os crimes contra o patrimônio (furtos e assaltos) realizados neste início de ano decorrem de ação de um grupo específico de bandidos, no qual devem integrar inclusive menores de idade. Sobre o elevado número de casos de assassinatos com que 2.015 principia, o Major Paulo André diz que é preciso avaliar em que circunstâncias ocorreram e quem são as vítimas. “Conforme o que relatara a própria mídia se trata de acerto de contas entre elementos do submundo, exceto no caso do latrocínio de sábado passado”, resume.

 

Questionado sobre a eficiência do sistema de monitoramento urbano através de 19 câmeras de vídeo instaladas em pontos estratégicos, capazes de cobrir toda a área urbana com “olhos eletrônicos”, o militar disse que os equipamentos por si só não são “substitutos de policiais, mas ferramenta para dinamizar as ações das autoridades”. Ele garantiu que imagens capturadas pelo equipamento regularmente são usadas para investigar crimes ocorridos ou mesmo para servir como prova em inquéritos criminais em andamento.

 

E, ao contrário do que comentam, o sistema está funcionando plenamente, com 17 das filmadoras em uso. Uma delas foi danificada por descarga elétrica atmosférica, mas esta semana ainda estará recuperada. A outra estava instalada em poste que foi derrubado em acidente de trânsito, com o responsável pela situação estando prestes que lhe seja determinada substituição da máquina. A reportagem do site foi autorizada a permanecer algum tempo no centro de operações do sistema, acompanhando o trabalho realizado pelos agentes que atuam no vídeo-monitoramento a fim de constatar a normalidade do trabalho (FOTO).