A ideia é construir barracões para que o material seja separado, aproveitando-se o que pode ser reciclado
Causou surpresa um anúncio feito nas redes sociais pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Vilhena esta semana: a entidade anunciou que irá retirar das ruas os contêineres usados na coleta de lixo. Instalados no ano passado, os equipamentos que custaram R$ milhões terão que passar por uma readequação (ENTENDA AQUI).
De acordo com Eraldo Dal Posolo, diretor do Saae, além de estarem funcionando de maneira incorreta, os contêineres estão causando um prejuízo de mais de R$ 3 milhões aos cofres da autarquia, que cobra uma taxa de todos os vilhenenses pelo serviço.
Segundo Eraldo, como não existe um barracão de transbordo para que os materiais sejam separados, tudo é levado para o Aterro Sanitário, que cobra cerca de R$ 200 por tonelada recebida. Se houvesse a reciclagem antes de o material seguir para o local de descarte, o peso seria bem menor. E o valor pago também. “Além disso, a reciclagem geraria renda para as famílias que executassem o serviço”, diz o servidor.
Dal Posolo também explica que, apesar de ser chamada de “coleta seletiva”, o trabalho executado hoje está errado: mesmo algumas pessoas separando o lixo antes de depositar no contêiner, na hora de recolher, tudo é misturado e levado para o Aterro.
A ideia é construir barracões para que o material seja separado, aproveitando-se o que pode ser reciclado. Além disso, parte do lixo será transformado em adubo, o que beneficiará pequenos produtores rurais com esse insumo natural.
Até que o problema seja resolvido (o que não deve acontecer em menos de um ano), as antigas lixeiras voltarão a ser usadas. Isso pelos moradores que não descartaram os recipientes. O problema é que o prejuízo milionário do Saae só será estancado quando os novos critérios de coleta e reciclagem estiverem em vigor.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 19 de Janeiro de 2023, às 09:28