A região no entorno de Cerejeiras se consagra como a nova potência do grão em Rondônia, passando até mesmo o município de Vilhena, que até pouco tempo era o carro chefe da soja e milho no Cone Sul e no Estado. Essa constatação também vale para o milho, que é plantado entre o cultivo da oleaginosa.
Somente em Cerejeiras há 25 mil hectares de lavouras de grãos. Nos municípios satélites do entorno cerejeirense, como Pimenteiras, Corumbiara e Cabixi, a área pode chegar a 100 mil hectares somados. Para efeito de comparação, o município de Vilhena tem, sozinho, cerca de 40 mil hectares para cultivo de grãos.
A razão da superioridade cerejeirense ante a vilhenense no ramo do plantio de lavouras tem uma razão simples. Cerejeiras, embora menor em extensão e em área urbana, é beneficiada com pelo menos três municípios satélites.
O progresso de Cerejeiras no grão agora é alimentado por uma expectativa. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prometeu construir um armazém no município. A obra, avaliada em 19 milhões, já está em licitação, segundo as autoridades locais.
Além dessa promessa de complexo industrial, outra questão alimenta o sonho de Cerejeiras de se tornar o “polo do grão” em Rondônia é a possibilidade de aumento da produtividade. Uma das formas de crescer é aumentar a quantidade de grãos colhidos em cada lavoura. Por exemplo: colhe-se na região cerca de 60 sacas de soja por hectare, mas no Paraná, que é exemplo para a região sul rondoniense, colhe-se até 80 sacas no mesmo espaço. O segredo deste desempenho é a tecnificação, com o uso adequado de defensivos e de adubos, que minimiza as perdas e aumenta a produção.