Por causa da falta de rede de escoamento de águas pluviais, os vilhenenses precisam enfrentar problemas de infraestrutura parecidos com os que ocorrem em grandes cidades. Alagamento de ruas e avenidas, que prejudica o trânsito, é um desses problemas estruturais.
Foi o que ocorreu na manhã desta quinta-feira (6), depois de chover por aproximadamente uma hora. Em alguns locais da cidade, entre as 10h e 11h de hoje, os alagamentos quase pararam o trânsito.
Os pontos mais críticos registrados pela reportagem da FOLHA DO SUL, como sempre, foram alguns trechos das avenidas Celso Mazutti (no bairro Bodanese) e Melvin Jones (no bairro Cristo Rei).
MELVIN JONES - Na altura da Base da Polícia Militar, a água invadiu alguns comércios. Nesse trecho a água tomou conta de toda a avenida e mesmo depois que a chuva cessou demorou até que escoasse.
Ainda na Melvin Jones, esquina com Tancredo Neves, a água que desce das ruas transversais do bairro Jardim América formava um lago na avenida, dificultando, principalmente, o trânsito de bicicletas e motos.
Os comerciantes da Melvin Jones se dizem enganados pelo prefeito Zé Rover (PP) que, segundo eles, na campanha eleitoral de 2008 prometeu solucionar o problema dos alagamentos na região no primeiro ano de mandato.
“O Rover disse que arrumaria isso aqui assim que fosse eleito. E já está começando o terceiro ano de sua administração e tudo continua igual”, disse um morador da região.
RUA 743 - Outro ponto que requer atenção é a Rua 743, a rua da FAMA (antigo IESA), para onde é levada toda a enxurrada da avenida Melvin Jones e de outras ruas do Cristo Rei. Lá a enxurrada rompeu a proteção improvisada feita pelo morador e a água invadiu o quintal quase entrando na casa.
Na Rua 743 o problema continua mesmo quando a chuva para. Três enormes poças ficam dias cheias de água, quase inviabilizando o trânsito naquela via.
“Isso é uma vergonha. Esses buracos davam pra ser resolvidos rapidinho. Basta querer. Aqui, carros e motos para poder desviar da poça passam beirando o portão da gente. É um perigo”, disse Eunice Duarte da Silva, 42 anos, moradora da rua.
CELSO MAZUTTI – Outra parte caótica da cidade é a avenida Celso Mazutti, no trecho que vai da rotatória da BR-364 na Guaporé Tratores até findar o asfalto, já no bairro Marcos Freire. Em toda a extensão daquele trecho a avenida parecia um rio. O volume de água que invadia a via era tanto que formava até corredeiras.
Na esquina com a rua Augusto Nicolielo, em frente ao Posto Bodanese, além da dificuldade em passar com carros, os pedestres não arriscavam atravessar, com medo da profundidade da água que corria.
Ainda na Celso Mazutti, agora na esquina com a Melvin Jones, os veículos chegaram a formar um pequeno congestionamento, tentando desviar das partes mais fundas.