O comerciante Valdecir Bagattoli, que teve um funcionário rendido e perdeu mais de R$ 50 mil num assalto ocorrido na manhã de ontem na cidade de Chupinguaia, esteve na redação do FOLHA DO SUL ON LINE na tarde desta terça-feira, 30, para fazer um desabafo. De acordo com ele, dois homens numa moto (um armado e outro pilotando o veículo) levaram R$ 42,9 mil em dinheiro e outros R$ 10,8 mil em cheques que estavam em poder do empregado, quando este se dirigia para a agência da Credip a fim de fazer o depósito do movimento diário. A soma em dinheiro pertencia ao Bradesco, que mantém um posto de atendimento dentro do mercado de Valdecir. Apesar da mobilização de policiais no município vizinho, nenhum dos ladrões foi preso.
A queixa de Valdecir diz respeito às “péssimas condições de trabalho” enfrentadas pela guarnição da PM na cidade vizinha. O comerciante diz que, para perseguir a dupla de assaltantes, os policiais tiveram que usar seus próprios carros e outros cedidos por empresários da comunidade. “Só tenho a agradecer e elogiar o esforço dos PMs. Mas não posso me calar diante do descaso do Governo do Estado, que não investe no básico para esses homens, que é a conservação das viaturas”.
Bagattoli explica que, apesar da mobilização do contingente dos distritos de Novo Plano e Guaporé, a caçada aos bandidos não deu resultado. Homens do GOE, de Vilhena, foram acionados horas após o assalto, mas também não conseguiram encontrar os dois homens que comandaram o roubo. “E parte desse insucesso se deve à falta de carros em condições de trafegar”, garante. Do total levado pelos marginais, R$5,7 mil em dinheiro já foram recuperados: um malote contendo esse valor, mais R$ 10,8 mil em cheques, de propriedade do Mercado Guaporé, pertencente ao empresário, foi encontrado pelos policiais, a cerca de 3 km do local do crime. Provavelmente foi deixado pela dupla em fuga.