Vai acabar na justiça a eleição do presidente da Câmara de Vereadores de Chupinguaia. Preso quando a eleição acontecia no município vizinho, o vereador Roberto Ferreira Pinto (PSD) conseguiu se manter no cargo mesmo sem poder fazer campanha.
Reeleito, Roberto teria feito acordo para votar no então presidente da Câmara, Vanderley Araújo (PTB), que teria ajudado a custear os advogados que o tiraram da cadeia. O petebista diz que pagou até mesmo as contas de luz da casa de Roberto durante os oito meses que ele passou na cadeia, acusado de incentivar invasões de terras na região.
O ex-encarcerado não só teria rompido a aliança com Araújo como também teria se articulado para disputar o comando do legislativo chupinguaiense. Vendo que sua eleição estava complicada, Vanderley abriu mão da disputa para apoiar o peemedebista Tony Lima.
Aí aconteceu o inesperado: com quatro votos para Roberto e para Tony, o fiel da balança seria o vereador Valmir Passito (PMDB). Aliados de Lima chegaram a acionar até assessores do governador Confúcio Moura para que ele enquadrasse o edil decisivo. Mas não teve jeito: Passito traiu o próprio partido e votou no candidato do PSD.
Revoltados com a atitude do companheiro, os peemedebistas de Chupinguaia pretendem recorrer à justiça para que Valmir tenha o mandato cassado por “infidelidade partidária”. O novo presidente da Câmara também deve enfrentar acusações na justiça, pois o próprio Vanderley Araújo pretende denuncia-lo por manter parentes na folha de pagamento da Câmara, o que seria proibido pela Lei Anti-Nepotismo.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 02 de Janeiro de 2013, às 16:49