A Procuradoria Geral do Estado de Rondônia resolveu entrar num caso que pode custar o mandato do prefeito de Chupinguaia, Vanderlei Palhari (PMDB). Com base no Decreto-Lei 201/67, que responsabiliza prefeitos e vereadores por crimes de responsabilidade, o órgão já começou a ouvir testemunhas sobre o suposto uso de cargos públicos para quitar dívidas na gestão do peemedebista.
O CASO – Através de denúncia, o Ministério Público de Vilhena tomou conhecimento de que o prefeito Chupiguaiense havia nomeado para cargos comissionados o sitiante Itamar da Silva e sua esposa. O objetivo da ação, no entanto, não era suprir vagas disponíveis no serviço público e sim quitar débitos referentes à coleta de lixo nos distritos de Boa Esperança e Nova Andradina.
Segundo o que foi apurado até agora, Itamar foi contratado pela empresa que venceu a licitação para executar o serviço. Ele cedeu um caminhão que fazia a coleta do lixo, mas não estava recebendo da firma contratante.
Ao saber da situação, Palhari teria decidido lotá-lo na prefeitura até que a dívida fosse quitada. Acontece que o esquema foi descoberto e levado ao MP.
Agora, caso a Procuradoria consiga provar a prática ilícita, além de responder civilmente por improbidade administrativa, o líder chupinguaiense também corre risco de ser condenado pelo crime e, com isso, ter seu mandato cassado automaticamente após a eventual decisão judicial contra ele.