Há poucos dias o Ministério Público acionou a Vigilância Sanitária de Vilhena para notificar os criadores de suínos do Setor Chacareiro para que eles tivessem prazo para reestruturar suas pocilgas. Vários criadores receberam a recomendação oficial, cujo prazo de adequação é de seis meses.
Ao contrário do que foi denunciado por um dos autuados, a medida não tem como meta por fim ao trabalho dos produtores. “Trata-se de exigência para que eles cumpram as normas sanitárias pertinentes à atividade que desenvolvem, e se eles atenderem a recomendação poderão permanecer com suas criações no local onde estão”, garante uma servidora da Vigilância Sanitária.
O caso ganhou repercussão na cidade quando os próprios chacareiros começaram a divulgar que a determinação do MP era no sentido de proibir a criação de porcos nas propriedades que ficam no entorno da cidade. Um programa de rádio deu voz a um criador que, sem entender direito a iniciativa do órgão, reafirmou ao vivo que o promotor Paulo Lermen queria a imediata paralisação da atividade e o abate dos animais. Sabe-se agora, com a declaração da Vigilância Sanitária, que o objetivo da notificação é apenas tornar mais higiênica a criação dos bichos, já que havia moradores das próprias chácaras reclamando do cheiro exalado pelos chiqueiros.