Na noite do último sábado, 6, o pintor Marcos Antônio Quaresma Medeiros (FOTO), de 19 anos, seguia de moto para uma festa num sítio a cerca de 30 km de Cerejeiras, levando na garupa um amigo identificado apenas como Antônio.
Logo após sair do trecho de asfalto entre Cerejeiras e Pimenteiras, os rapazes entraram numa estrada vicinal e, numa curva, a moto atingiu uma pedra na via de chão, derrubando ambos.
Para amortecer a queda, Marcos Antônio apoiou os dois braços no solo e fraturou ambos os braços. Socorrido por uma pessoa que passava de carro pelo local, o pintor foi levado para Cerejeiras, onde foi internado no Hospital São Lucas e permaneceu durante a noite. Ainda na unidade de saúde, antes de ser encaminhado para Vilhena, o paciente viu chegar ao local um rapaz morto, que havia se acidentado no mesmo local em que ficara ferido.
Este rapaz era Adilson Godoi, que tinha sofrido um acidente no mesmo trecho onde capotara a moto em que viajavam o pintor e seu caroneiro. De acordo com informações extra-oficiais, Adilson estava numa moto e chocou o veículo que dirigia contra um carro que vinha na direção oposta.
Segundo apuração desta reportagem, Adilson vinha de uma festa quando se envolveu no acidente. O que faz o caso ser de uma grande complexidade, inclusive para as polícias e para a justiça, é que não há uma única testemunha do acidente.
Na verdade, a única testemunha é a outra pessoa que se envolveu no acidente, e que sobreviveu. Segundo a testemunha, a vítima estava sem capacete quando se chocou no carro.
E há informações de que o capacete da vítima tinha sido furtado na festa, antes do acidente. Adilson, segundo alguns cerejeirenses, era funcionário público e tinha cerca de 35 anos. Não há informações sobre a testemunha, uma vez que ela é a parte viva envolvida num processo judicial gerado pelo acidente.