Na última madrugada de terça para quarta-feira, 14, uma pizzaria foi atacada na cidade de Cerejeiras. Segundo o proprietário do estabelecimento, os bandidos arrombaram a porta da frente e furtaram um cheque, mais de R$ 1 mil em dinheiro, um litro de uísque de marca valiosa e alguns objetos de valor.
O comerciante deu queixa e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Polícia Civil de Cerejeiras. Segundo o pequeno empresário, a polícia prometeu que os peritos de Vilhena iriam ao local do arrombamento para dar início a uma investigação mais concreta do crime.
Alguns comerciantes estão sendo roubados da mesma maneira na cidade, mas quase ninguém fica sabendo porque os furtos são geralmente de valores relativamente irrisórios e em comércios de pequeno porte.
Além disso, os próprios comerciantes reclamam que em Cerejeiras não há perito. É necessário que um perito de Vilhena seja chamado para atender à ocorrência na cidade. Um dos microempresários chegou a dizer para este site que os peritos não costumavam vir quando o valor é pequeno e o furto é “insignificante”.
O FOLHA DO SUL ON LINE apurou mais esta questão. Os comerciantes encontrados e que passou pela mesma situação foram, sim, atendidos pelos peritos.
Um dos comerciantes, dono de um pequeno mercado, chegou a ser furtado no valor de R$ 220. Os ladrões entraram numa madrugada no pequeno comércio usando uma chave de fenda. A perícia veio de Vilhena, fez as averiguações e as investigações, segundo a polícia, prosseguem.
O delegado da Polícia Civil de Cerejeiras, Giuliano Lopes, afirma que os casos de furtos aos comerciantes na cidade sempre são atendidos tanto pela polícia quanto pelos peritos. O delegado afirma também que não é o valor em si que orienta uma investigação policial ou a elaboração de um laudo pericial, mas a natureza do crime. “Não é o valor que nos move a fazer uma investigação, mas a conduta. Se for uma conduta que a lei define como crime, há aplicação da lei”, diz Giuliano Lopes.
O delegado afirma ainda que os peritos vilhenenses nunca deixaram de atender a um chamado. “Sempre há plantonistas lá. Quando a presença deles é necessária aqui, ligamos e eles vêm imediatamente”.
O site perguntou ao delegado Giuliano Lopes se não havia a possibilidade de contratar um perito para Cerejeiras. “Acredito que não, pois havia dois peritos em Colorado e foram transferidos. Os de Vilhena já atendem a nossa demanda aqui”, explicou Giuliano Lopes.
No caminho da prevenção, alguns comerciantes já pensam em se antecipar aos marginais. Um deles afirma que vai incluir um sistema de alarme e monitoramento noturno na margem de despesas do pequeno empreendimento que possui.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 16 de Agosto de 2013, às 16:55