O mês de agosto, que é marcado pelo período de estiagem, tem sido difícil para muitas pessoas com vulnerabilidade em Cerejeiras. A poeira, o vento, o ar seco, as fumaças das queimadas rurais e urbanas, entre outras coisas, afetaram um número elevado de crianças que já apresentavam algum tipo de problema respiratório.
Neste ano, os problemas destas crianças também são agravados por causa das oscilações no clima, que ora apresenta extremo calor (como na semana passada, quando a temperatura chegou a 38º), ora faz frio (15 graus na madrugada desta segunda-feira, 26).
Na semana passada, segundo informações colhidas por esta reportagem, o único hospital público de Cerejeiras recebeu um número acima do comum de crianças para serem tratadas de problemas de saúde ocasionadas por condições climáticas.
Uma leitora do site, que está grávida, esteve internada um dia no Hospital São Lucas e afirma que havia muitas crianças na unidade de saúde para receber algum tipo de cuidado médico, principalmente tratamentos como inalação.
As condições climáticas do mês de agosto estão sendo agravadas pelas constantes queimadas que se fazem, principalmente, na zona urbana do município.
A reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE flagrou, na noite desta última sexta-feira, este monte de lixo queimando num terreno baldio no centro de Cerejeiras, na rua Panamá com a Rio Grande do Sul. A fumaça que exalava provinha de um pneu velho que queimava com o lixo.
A reportagem tentou apurar quem colocou fogo no local, mas, como em inúmeros outros casos, tratava-se de uma queimada clandestina.
O Corpo de Bombeiros em Cerejeiras está trabalhando numa campanha de conscientização neste sentido. Entretanto, é muito comum ver moradores queimando lixo na porta de casa ou nos quintais, liberando uma fumaça tóxica que se mistura com a poeira e piorizando a condição do ar e agravando a situação de saúde de quem sofre algum problema respiratório, sobretudo as crianças.