Como já foi noticiado por este site, dois homens, de 18 e 19 anos, vindos de Vilhena, assaltaram uma joalheria em Cerejeiras na tarde desta terça-feira, 21. Um dos homens chegou a fazer uma das atendentes como refém, sendo que duas outras mulheres da loja foram trancadas num cômodo da empresa.
Com uma ação rápida e eficiente da Polícia Militar, sob o comando do tenente Ivan Vian, o caso acabou em rendição dos criminosos, nem necessidade de disparo de nenhum tiro e nem um arranhão, nem nos policiais e nem nos assaltantes.
Logo após o desfecho do assalto, a delegacia de Polícia Civil de Cerejeiras foi tomada por uma intensa movimentação. O delegado que comanda o órgão no município passou a tarde desta terça colhendo depoimento dos acusados, das vítimas e de testemunhas.
Um advogado de Cerejeiras, Mário Guedes Júnior, o mais conhecido criminalista do município, foi contratado pela família de um dos acusados para defender a dupla nos tribunais. O advogado cerejeirense já estava na delegacia na tarde desta terça, acompanhando os depoimentos, que começava a ser colhidos pela Polícia Civil.
As duas armas que os assaltantes usavam eram pistolas de 9 milímetros, conhecida pelo alto poder de perfuração, capaz de fazer uma bala atravessar um colete a prova de balas. As armas, segundo informações de um advogado do município, são de uso exclusivo das Forças Armadas e da Polícia Federal. Não há informações de onde e como os acusados conseguiram as pistolas e se a numeração das armas estava raspada. Uma das armas é velha e a outra é nova.
Também foi apurado, ainda sob investigação dos policias, que a dupla fazia assaltos em outros municípios do Cone Sul, incluindo uma tentativa de assalto em Vilhena. A moto que usavam em Cerejeiras, uma Honda Tornado 250, preta, é idêntica a outras motocicletas usadas em outros assaltos na região. Há informações de que uma vendedora ambulante de joias foi roubada por uma dupla com características aos dois homens que foram presos neste assalto em Cerejeiras.
A dupla está presa, agora, na cadeia pública de Cerejeiras. Os dois homens podem responder por diversos crimes, como porte ilegal de armas, assalto a mão armada, formação de quadrilha e assalto com reféns.
De acordo com a opinião de um advogado cerejeirense ouvido pelo site FOLHA DO SUL ON LINE, a dupla pode ficar pelo menos dois anos e meio em regime fechado, no mínimo, por mais eficiente que seja a defesa.
O trabalho da Polícia Militar a frente do caso foi amplamente elogiado pelos cerejeirenses. É comum ouvir comentários elogiosos de cidadãos sobre o caso. Nas redes sociais, moradores destacaram a maturidade emocional dos policiais para lidar com o caso, um dos raros casos de assalto com reféns no município.
Amigos e familiares das vítimas do assalto também tecem louvores ao trabalho da Polícia Militar, que agiu com controle emocional, especialmente o comandante da corporação, tenente Ivan Vian, que teve firmeza na negociação com os assaltantes. “Eles merecem uma homenagem. Estou pensando em fazer algo para mostrar minha gratidão a eles e ao comandante”, disse um empresário, parente de uma das reféns dos assaltantes.