O Ministério Público e a Polícia Civil de Cerejeiras, juntamente com fiscais da Vigilância Sanitária, estão fechando o cerco contra os comerciantes da cidade que vendem mercadorias vencidas.
Nesta quarta-feira, 13, um dos mais conhecidos comércios varejistas de Cerejeiras foi atuado pelo delegado da Polícia Civil, Giuliano Lopes, que esteve no estabelecimento acompanhado por fiscais da Vigilância Sanitária.
De acordo com uma nota enviada à imprensa pela própria Polícia Civil de Cerejeiras, no mercado, que fica no centro da cidade, foram encontrados produtos com a data de validade vencida.
O comerciante, dono do estabelecimento, foi preso em flagrante e poderá responder por prática de crime contra a saúde pública e contra as relações de consumo, que pode pegar uma pena de 13 anos de cadeia, segundo o delegado titular que realizou a operação.
Os demais comerciantes ouvidos pelo FOLHA DO SUL ON LINE dizem que estão tranquilo com a atuação policial e judicial. O gestor de um outro supermercado afirma que não vende produtos vencidos e, para os comerciantes honestos, a operação contra este tipo de prática ajuda a combater a concorrência desleal.
Segundo informações, o mesmo mercado atuado pela polícia nesta quarta é também acusado de ter motivado a notificação do Ministério Público de Cerejeiras proibindo a exposição de mercadorias na calçada. Essa notificação, inclusive, chegou a atingir até quem não tinha nada a ver com o assunto: os camelôs.
Abaixo, íntegra da nota emitida pela Polícia Civil falando do caso. Por uma questão de prudência e para não penalizar ainda mais o estabelecimento autuado, a reportagem entendeu mais adequado omitir sua identificação:

 

NOTA OFICIAL

 

Nesta quarta feira (13/11/2013) a Polícia Civil de Cerejeiras, em companhia de integrantes da Vigilância Sanitária Municipal, após notícia oriunda do Ministério Público local, procederam operação fiscalizatória no (XXX), onde foram localizados diversos gêneros de produtos vencidos.
O Delegado de Polícia, Dr. Giuliano Ricardo Lopes informou que "tais produtos são impróprios para o consumo e não podem ser comercializados".
A medida adotada foi a de apreensão para perícia e destruição de todos os produtos vencidos, bem como a condução do proprietário do estabelecimento que foi autuado e preso em flagrante delito pela prática de crime contra a saúde pública e contra as relações de consumo, cujas penas podem chegar a 13 (treze) de restrição da liberdade.
O Delegado disse ainda que todos os estabelecimentos do gênero serão alvo de investigação e seus proprietários também estão sujeitos à mesma medida.