Há três semanas, o jornal FOLHA DO SUL publicou uma reportagem que tratava dos atrasos nos processos judiciais nos casos de apreensão de carregamentos irregulares de madeira no Cone Sul. Segundo a matéria, há muitos metros cúbicos de madeiramento apodrecendo nos pátios de órgãos judiciais em Vilhena, esperando um parecer da Justiça para que sejam liberados.
A então reportagem do jornal lembrou também que as madeiras apreendidas pelos órgãos judiciais especializados podem ser encaminhadas para instituições de caridade, uma vez que tal produto não pode ser devolvido à natureza.
Na cidade de Cerejeiras, o FOLHA DO SUL ON LINE encontrou uma situação muito parecida com a que foi retratada pelo jornal sobre Vilhena. Em frente à Delegacia da Polícia Civil cerejeirense há um carregamento de madeira debaixo de sol e chuva. Mas com um diferencial: a carga foi apreendida com caminhão e tudo, como o leitor pode ver na foto que acompanha esta reportagem.
O site quis saber o andamento do processo deste caso e se havia uma previsão de solução.
Segundo informações de servidores da delegacia cerejeirense, o carregamento de madeira (e o caminhão) foi apreendido há um ano. Ainda de acordo com os servidores, que estão em greve, mas atenderam o pedido de informações, a Polícia Civil de Cerejeiras montou o inquérito do caso e enviou o processo para o Fórum de Justiça da cidade.
A reportagem foi ao Fórum, que também está em greve, e obteve a informação de que, para saber o andamento do processo, seria necessário retornar à Delegacia de Polícia Civil para obter o nome do dono do madeiramento (ou do motorista do caminhão) para, a partir desta informação, verificar a quantas anda a ação.
Já na delegacia, um servidor afirma que somente os escrivães da Polícia Civil saberiam, ao certo, dar uma informação precisa que poderia possibilitar saber o andamento do processo. Mas os escrivães estão em greve e só atendem às questões graves e urgentes.
Um servidor do Fórum de Justiça de Cerejeiras afirma que, embora não tenha informações específicas sobre o caso, todos os processos que lá chegam estão em andamento. Além disso, o servidor esclarece: “Esta comarca já encaminhou vários carregamentos de madeira apreendidos para instituições que precisavam. Os processos não costumam demorar e sempre temos dado uma solução satisfatória para casos como estes”.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 22 de Maio de 2013, às 11:25