O sargento da Polícia Militar Meuquizedeques Oliveira do Carmo, conhecido como Melki, um dos principais organizadores do Conselho Antidrogas de Cerejeiras (Cadcer), afirma que vai recorrer à Justiça contra a decisão dos vereadores do município de negarem a doação do antigo prédio da escola Olavo Bilac, na linha 2, há oito quilômetros da área urbana cerejeirense, para a implantação de uma clínica de recuperação de dependentes químicos.
Como já foi noticiado por este site, o prefeito de Cerejeiras, Airton Gomes (PP), chegou a fazer a doação do prédio público da antiga escola para o órgão construir uma clínica de recuperação de dependentes químicos no local.
Os vereadores foram contra a decisão do prefeito e negaram a doação do terreno ao idealizadores da clínica. Os parlamentares municipais alegaram que ouviram a população rural em torno do prédio abandonado sobre o caso e disseram que a decisão deles tem respaldo da população que seria atingida pela doação.
Em uma entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, o sargento e conselheiro antidrogas Meuquizedeques Oliveira afirma que não concorda com a justificativa dos vereadores por ser uma decisão de interesse particular e meramente politiqueira e que vai recorrer judicialmente da decisão. “Já marquei uma audiência com a juíza e vamos imediatamente entrar com um pedido de interferência contra atitude destes vereadores que não tem visão social e nem cumprem com as obrigações de tratamento da saúde pública”, diz o voluntário.
O sargento também justifica porque que considera que a resposta negativa dos vereadores vai contra o interesse público. “Este caso é de saúde pública. Estaremos solicitando esta intervenção ao caso para tratar destas pessoas que sempre são discriminadas, infelizmente por algumas autoridades que deveriam estar defendendo e não atirando pedras em quem está lutando por eles”.
A audiência com a magistrada, mencionada pelo sargento voluntário, já está marcada para a manhã desta segunda, 09.
“Vamos à luta sempre em defesa dos desfavorecidos e deixo claro que não sou político, apenas conto com a classe política, que infelizmente, desta vez enxergam errado, faltando-lhes visão pública e comprometimento social”, encerra o sargento voluntário, que chegou a publicar uma “nota de repúdio” no Facebook neste sábado, 07.